quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Neoclássico ou estilo império (XVIII à XIX)

Conhecido também como academicismo, motivado pelo iluminismo, teve seu inicio na revolução francesa (1789), tendo em vista o despertar para as artes gregas na França. De acordo com os neoclassicistas, só haveria arte, se os artistas resgatassem os ideais gregos e renascentistas. Dessa forma, a arte nesse período era considerada bela.


ILUMINISMO (luz)


Foi um movimento intelectual, na Europa, que defendia o uso da razão contra o antigo regime, buscava a liberdade econômica e política.
As críticas do movimento ao Antigo Regime eram em vários aspectos como:
- Mercantilismo.  - Absolutismo monárquico. - Poder da igreja e as verdades reveladas pela fé.
Com base nos pontos citados acima, o Iluminismo defendia:
- A liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado na economia.
- O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão.
- O predomínio da burguesia e seus ideais.

Alguns reis com medo de perder o poder, terminaram por aceitar alguns ideais iluministas, tendo em vista que ele se espalhou rapidamente por toda a Europa.

Alguns pensadores ficaram famosos e suas obras são conhecidas ate hoje, entre eles:

  - John Locke: é Considerado o “pai do Iluminismo”. Sua principal obra foi “Ensaio sobre o entendimento humano”, aonde Locke defende a razão afirmando que a nossa mente é como uma tábula rasa sem nenhuma ideia. Defendeu a liberdade dos cidadãos e Condenou o absolutismo.

 - François Marie Arouet Voltaire: destacou-se pelas críticas feitas ao clero católico, à inflexibilidade religiosa e à prepotência dos poderosos. 

  - Montesquieu: Charles de Secondat Montesquieu em sua  obra “O espírito das leis”  defendeu a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. No entanto, Montesquieu não era a favor de um governo burguês. Sua simpatia política inclinava-se para uma monarquia moderada.

 - Rousseau: Jean-Jacques Rousseau é autor da obra “O contrato social”, na qual afirma que o soberano deveria dirigir o Estado conforme a vontade do povo. Apenas um Estado com bases democráticas teria condições de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos. Rousseau destacou-se também como defensor da pequena burguesia.

 - Adam Smith: Adam Smith foi o principal representante de um conjunto de idéias denominado liberalismo econômico, o qual é composto pelo seguinte:
- o Estado é legitimamente poderoso se for rico;
- para enriquecer, o Estado necessita expandir as atividades econômicas capitalistas;
- para expandir as atividades capitalistas, o Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares.
 A principal obra de Smith foi “A riqueza das nações”, na qual ele defende que a economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura.


REVOLUÇÃO FRANCESA

  A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.
  A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo
  A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.
  A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
  O lema dos revolucionários era "Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
  Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.
  No mês de  agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.


Moda Estilo império: 

No inicio dos anos 1790 a roupa que era muito enfeitada, perdeu a decoração superficial, as rendas, babados e as cores fortes. A diminuição até a extinção do uso de perucas e pós.



Na moda feminina foram abandonados os corseletes, ancas, panniers e tecidos pesados. A cintura subiu, parando logo abaixo do busto com pequenas mangas bufantes. Os vestido eram longos e fluidos, hoje conhecidos como vestido império, confeccionados em musselina, cambraia ou morim, com malha por baixo para disfarçar a transparência. A única diferença do dia para noite era a qualidade do tecido. Por não haver a possibilidade de colocar bolsos, surgiram as primeiras bolsas, chamadas retículas. No frio eram usados spencers, que eram casaquinhos cortados acima da medida da cintura.



Os cabelos eram simples, presos e repartidos ao meio e com pequenos cachos, à moda grega. Alguns enfeitados com plumas de avestruz.



Na moda masculina houve uma grande aceitação das roupas de campo inglesas, sem bordados e com tecidos lisos. A qualidade era denominada pelo corte e costura das peças e não mais pelos bordados e enfeites exagerados. O casaco ficou mais comprido e o colete mais curto usados com calções de bolso faca, as botas com formatos diferentes substituíram o sapatinho do rococó. Colarinhos altos ate a nuca eram usados com lenços ao redor do pescoço. Para a noite calções com fraque, meia branca e scarpins. No cabelo algo tipo uma cartola e cabelos curtos com costeletas.




ARTE

Buscando o equilíbrio de formas e a beleza do corpo, o neoclassicismo traz de volta dos gregos a leveza das artes. Principais pintores:

François Gérard (Roma, 12 de Março de 1770  Paris, 11 de Janeiro de 1837)
foi um pintor e gravador neoclássico francês que se destacou como retratista. Os seus retratos, em especial os femininos, são notáveis pela delicadeza do traço e pela simplicidade e franqueza de expressão.



Retrato de Josefina


Psiquè e o cupido. 

Alexandre Cabanel (Montpellier, 28 de setembro de 1823 --- Paris, 23 de janeiro de 1889) foi um pintor francês, representante do Neoclassicismo Acadêmico. Dedicou-se a assuntos históricos, mitológicos e religiosos. Foi também autor de retratos, paisagens e composições decorativas. Excelente aquarelista.



O nascimento de Vênus. 

MODA: 

Reinaldo Lourenço Verão 2008 - Jardins Neoclássicos


Dior Verão 2015: 


https://www.youtube.com/watch?v=7CndhSRfk6M

Trabalho pratico feito em aula: 




Rococó e suas origens

O período Rococó veio de duas palavras francesas: rocaille (que significa pequenas pedras) e coquilles (conchas).
No vestuário, não mudou muita coisa em relação ao período anterior (Barroco). 
Mas a essência das roupas mudou – os modelos, cores dos tecidos, arremates, bordados e acessórios. As roupas ficaram com ares mais delicados e alegres. As roupas remetiam muito a sensualidade, com os decotes. A moda nesse momento mudava com frequência: na alta sociedade os trajes eram adotados por apenas uma temporada, depois doados a parentes mais pobres, remodelados e vendidos. 
Nesse momento, a França ainda liderava o mercado de luxo.
A cidade de Lyon era a principal produtora de seda e bordado. Enquanto Paris dominava o ramo dos aviamentos, acessórios e inovação dos tecidos.
O período Rococó foi caracterizado por sedas e chintzes bordados e estampados.

Acessórios Femininos no Rococó:

Acessórios eram indispensáveis nesse período. Muitos eram transportados em bolsos, pendurados em um cinto sob a saia externa. Leques em especial eram a forma de exibir seda de qualidade - e auxiliar o flerte. 



Leque de ouro e marfim de 1730. Decorado com cena pastoral, popular durante o período rococó. 


Acessórios Masculinos no Rococó:

Os homens usavam bengalas, óculos, sais de cheiro e espadas decorativas passaram a simbolizar o interesse cultural, disponibilidade e preferencia sexual. 


Penteados Rococó:

Nos anos 1770, a corte francesa inaugurou a moda de imensos penteados extravagantes. 
A moda dos penteados e arranjos de cabeça volumosos foram iniciados por Maria Antonieta, mas levada ao extremo pelas mulheres da corte. Os penteados também podiam fazer a alusão a acontecimentos da época. Também eram usados pó de arroz para revestir, dar volume e maleabilidade ao cabelo (porque o pó absorvia a oleosidade natural do cabelo e evitava retoques. Além disso o pó camuflava as diferenças entre o cabelo natural e qualquer aplique utilizado no penteado.
As criações eram satirizadas nas publicações políticas, eram associadas ao luxo decadente da corte. Os críticos chamavam os penteados de sujos, acusando as mulheres de abrigar um ninho de pulgas.




Gravura Penteado a moda independência ou o triunfo a liberdade (1778). Podemos notar sobre a mesa o aplicador de pó de arroz, que ela deveria ter usado no rosto. Sobre a gravura também podemos falar que na indumentária, foi utilizada a cartela de cores reais: preto e vermelho. O navio que serviu de modelo para o arranjo de cabelo foi o La Belle Poule, ficou conhecido por sua vitória contra a fragata britânica Arethusa em 1778, que iniciou a participação francesa na Guerra de Independência Americana. 


Na moda hoje:

Chanel, 2013. 








Editorial Vogue: 






Filme: Maria Antonieta - Sofia Coppola




Trabalho prático feito em aula: 




Relação estética entre Barroco e Rococó

Existem aproximações entre esses dois períodos e no Brasil as referências estéticas chegavam tardiamente e era possível perceber que no Séc. XVIII e XIX ainda se vivia a estética barroca no nosso país. No Rococó do Séc. XVIII onde foi até o período da Revolução Francesa em 1789, sairíamos da Idade Moderna em direção à Idade Contemporânea (onde nós ainda estamos).
Em termos de aproximação da arte, do vestuário, é importante identificar os elementos e percepção que o período Rococó foi sinônimo de exagero, desconforto e ostentação no Séc. XVIII, sendo uma consequência dos excessos na estética barroca.
Cultura sacra, catedrais, esculturas, saltam os olhos em explosões de dourado, de um lado à outro, uma confusão de elementos rebuscados em geral com figuras entalhadas em madeira e cobertas com ouro (muitas vezes alvo de saqueadores pelo valor que as peças possuíam e possuem até o momento).
Quando há rupturas entre períodos por motivos dos acontecimentos, gera-se uma quebra de divisão temporal mas que sempre vai haver certas proximidades de comportamentos e uma série de elementos do passado vigorando. Sobre esta ostentação estética do Séc. XVIII, enquanto se está dentro do mesmo período, sem rupturas grandes onde mudam a maioria dos padrões estéticos como na vida, política, economia (exemplo, a Revolução Francesa), se dá ao entendimento lógico que um período se pareça com outro, sendo comum de acontecer.
            A estética da arte e da moda do período Barroco segue com o mesmo contexto do Renascimento, porém com novos elementos, iniciando no Séc. XVI, seguindo ao Séc. XVII (aqui foi o seu auge) e no início do Séc. XVIII.

Observa-se no contexto do período Barroco como nas artes, na arquitetura, nas esculturas, certo espírito dramático trazendo um clima pesado característico da época. Comum observar os pintores utilizando o contraste do claro com o escuro em suas obras.
No vestuário essa questão era bastante perceptível pois foi marcado por exageros,  como no uso das golas engomadas, das vestimentas muito apertadas em suas formas trazendo bastante desconforto.
No período Barroco, as igrejas apresentavam formas exageradas explorando muito o dourado onde ficava difícil discernir um elemento do outro, pelo fato dos exageros neles expostos. Brilho do ouro, formas angelicais, flores e arabescos, tudo infinitamente dourado, onde o olhar poderia ficar limitado ao ver somente o excesso de dourado em relevo mas não suas formas definidas.
Há uma razão coerente para que essa explosão de dourados se apresentassem pois em seu contexto histórico, houveram elementos importantes gerando relações entre eles. Estamos falando da Reforma Protestante que aconteceu com suas histórias dramáticas onde muitos fiéis do catolicismo migraram para a religião protestante por entender que a forma de culto era mais calorosa do que a igreja católica. Na igreja protestante tudo era simples, sem imagens religiosas e adornos.  No entanto, a igreja católica se utilizou de um recurso interessante através da arte e da arquitetura para mostrar aos fiéis, a beleza do poder do alto comparando ao céu, ao invés de trazer textos, traziam o luxo e o impacto de uma arquitetura deslumbrante para que as pessoas se identificassem querendo participar de algo tão maravilhoso.
Foi através da construção da imagem que o apelo funcionava atraindo seus fiéis. Com o dourado e seu rebuscamento e quando o sol batia na arquitetura, reluzia o ouro como se fosse o céu iluminado e as pessoas se sentiam fazendo parte de tudo isso.


Contribuição de Aleijadinho
Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, foi o responsável pelas inúmeras obras de arte no período barroco e rococó marcando forte presença na arte colonial brasileira. Mesmo não havendo comprovação documental de suas obras, foi em Minas Gerais, em especial nas cidades de Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei e Congonhas, que Aleijadinho talhava a madeira para fazer suas obras, como também realizava projetos arquitetônicos, relevos e estátuas. Sua biografia é incerta, porem se tratando de sua arte, sabe-se que os principais monumentos de Aleijadinho estão na Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
Ultrapassando fronteiras brasileiras, para alguns estudiosos estrangeiros ele foi o maior nome do Barroco americano, merecendo um lugar destacado na história da arte do ocidente.
Nossa Senhora das Dores, tradicionalmente atribuída à Aleijadinho.  
Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto – Foto de Jose Israel Abrantes



Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto – Foto de Jose Israel Abrantes

Criações com referências ao Barroco

A coleção à seguir busca mostrar as referências do período Barroco na arte, cultura, arquitetura e uma série de elementos que enriquecem as peças e confirma o luxo e a ostentação da época em questão com a presença constante do dourado. Esse exagero e rebuscamento está presente na coleção de Dolce e Gabbana Outono/Inverno 2012-2013 que mostra o dourado como cor luz em forma de flores, arabescos e ornamentações juntamente com o preto.

            Coleção de Dolce & Gabbana, Outono-Inverno 2012/13 na Semana de Moda de Milão.

Coleção de Dolce & Gabbana, Outono-Inverno 2012/13 na Semana de Moda de Milão.

        Dolce e Gabbana em sua coleção Outono/Inverno 2013/14 também apostou na referência barroca e sua religiosidade trazendo à passarela looks dourados com elementos rebuscados em relevo, retratando afrescos, pedras coloridas, mesclando com o cinza, preto, vermelho e branco nas demais peças. 

Coleção de Dolce & Gabbana, Outono-Inverno 2012/13 na Semana de Moda de Milão.


Coleção de Dolce & Gabbana, Outono-Inverno 2012/13 na Semana de Moda de Milão.

Mais uma vez a dupla Dolce & Gabbana, Outono-Inverno 2014/15 traz na Semana de Moda de Milão o dourado rebuscado nos acessórios:


FILME


FILME: MARIA ANTONIETA (Maria Antonieta Josefa Johanna Von Habsburg-Lothringer), interpretada pela atriz Kirsten Dust. - http://www.youtube.com/watch?v=XnoZmPBysxI


MÚSICA BARROCA: Rádio Online

Para melhor perceber o espírito da época, nada melhor do que ouvir as notas especiais utilizadas nas melodias edificantes do período barroco. Músicas com instrumentos muito apreciados como o Cravo (piano menor) com som característico e marcante de uma época.





segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Renascimento

A época do Renascimento foi marcada por muitas transformações em diversas áreas, tais como a cultura, a economia, a política, etc. Foi um período de transição da Idade Média para a Idade Moderna. Que teve sua origem na Itália.
Inteligência, conhecimento e dom artístico passaram a ser apreciados. Sai de cena o Teocentrismo e entra o Antropocentrismo, com os ideias sendo mais humanistas a valorização da ciência e do homem passava a ser maior.

Houveram Avanços marítimos e o contato mercantil com a Ásia, o comércio sofreu uma ampliação e houve uma diversificação dos pontos de consumo na Europa a partir do século XV. Além disso, ocorria uma ascensão da burguesia mercantil. Foi um período, também, marcado pelas Monarquias Absolutistas.

O Renascimento cultural se caracterizou pela inspiração e retomada de valores dos antigos gregos.  Assim os temas da vida humana (sentimentos características físicas, comportamentos etc.) religiosidade, humanismo nas artes plásticas e obras literárias, voltaram à tona. O indivíduo buscava uma diferenciação ou destaque em relação aos demais.
Os principais representantes da arte Renascentista foram Michelangelo, Giotto, Leonardo da Vinci e Botticelli entre outros.
 
Caraterísticas gerais da moda renascentista:


Mulheres: Tecidos caros e elegantes (veludo, seda, brocado). O traje das mulheres valorizava o formas naturais do corpo enfatizando o peito e acentuando mais o quadril, saia com pregas largas e o corpete justo, vestido com mangas destacáveis,alem de vários adornos como perolas e outras coisas que eram colocados no vestido havia também o costume de abrir talhos nas roupas pra mostras forros, para ostentar o tecido nobre. Lenço e leques eram acessórios importantes.


Eleonora de toledo

Elizabeth I

Margarete Tudor


Sir Walter Railegh
Rei Henrique
  Interpretação contemporânea do renascimento

Homens: O homem utilizava uma espécie de colete que ia até o joelho, ou podia ser mais curto chamado gibão, com diversos tipos de gola e com ombros almofadados (que poderiam estar cheios de crina de cavalo para dar volume), beca, calções até os joelhos chapéus achatados e largos, camisas amplas com punho justos (chemise), sapatos de couro e sola baixa com bico de pato, correntes e capas curtas presas no ombro. Também tinham o costume de mostrar o forro pra ostentar assim como as mulheres. Alguns para destacar sua “virilidade” usavam o codpiece que era um acessório que eles colocavam onde ficaria o membro reprodutor masculino e enchiam pra dar volume.



RUFO: A origem do rufo se deve ao Chemise, que era uma peça que indicava limpeza corporal, e assim eram trocadas constantemente, já que banho não era um costume recorrente da época. A gola das chemises, possuía um cordão que puxado  amarrava a gola, essa gola franzida pelo cordão era visível por debaixo das roupas masculinas e femininas, posteriormente, a gola das chemises engomadas e plissadas deram origem ao rufo. Virou tendência e podia ter vários formatos e tamanhos diferentes.



Figurino:

A outra








 Elizabeth a era de ouro:





Além desses dois filmes tem também a série The Tudors como mostra o trailer abaixo:






Desfile Balmain Outono/inverno 2012


 Os tecidos são muito trabalhados, com veludos matelassados, recortados, bordados, aplicações de pérolas, flores em ponto-cruz e cristais. Nota-se claramente a referência ao renascimento.





Desfile Alexander McQueen, Outono/inverno 2013.

Nesse desfile além dos elementos citados no desfile anterior como o tecido nobre, as rendas e perolas nos temos a adição do Rufo.